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Tratar a Qualidade do Ar nas estações de Metro é tratar da qualidade de vida de quem as utiliza

O verso de um poema do livreiro parisiense Pierre Béarn “Métro, boulot, bistro, mégots, dodo, zéro” deu origem a três palavras chave de um dos mais célebres slogans de Maio de 68, “métro, boulot, dodo”. Eram palavras de reação ao que se configurava para muitos como um quotidiano triste e que se resumia a andar de metro, trabalhar e dormir.

Mas é um facto que, desde 1900 o Metro de Paris tem um papel central na vida dos seu habitantes e de grande parte dos milhões de turistas que todos os anos visitam a capital francesa.

Entrar e sair de uma estação de Metro em Paris é quase sempre chegar a um labirinto de corredores de vento. Não há duas estações iguais. Além da configuração do espaço, muitas há que exibem a sua “cara” distinta inspirada no espaço circundante, como é o caso da estação Louvre-Rivoli ou Saint Paul que procuram mimetizar o espaço de exposição dos museus com grandes vitrines num cenário clássico de mármore; as cores vibrantes da estação Cluny la Sorbonne ou as curtas-metragens que são exibidas nos monitores da Station Europe.

 

As rápidas deslocações de ar parecem empurrar as multidões, que aparecem e desaparecem do cais na proporção das composições cuja pontualidade permite quase acertar o relógio. No meio deste bulício, diversos metros abaixo do chão da cidade, está uma das grandes preocupações atuais: a falta de qualidade do ar que se respira durante a permanência nas estações.

Com mais de 300 estações e 200km de vias, que transportam cerca de 1,3 biliões de passageiros, a dimensão da rede de metro de Paris é superada apenas por Londres e Madrid. Diz-se que não há nenhum ponto de Paris que esteja a mais de 500 metros de uma estação. Se, por um lado, isto garante a acessibilidade a um transporte económico que rapidamente nos coloca no lado oposto da cidade, também nos expõe diariamente ao ar que facilmente se torna viciado e contaminado.

A problemática da segurança e a saúde ambiental nas estações de metro têm sido tema central de vários estudos ao longo das últimas décadas. Climatizar o ambiente subterrâneo isolado da atmosfera exterior requer um complexo sistema que permita filtrar, tratar e devolver às estações de metro ar com a melhor qualidade possível. A mesma operação que é executada com mestria pelas Unidades de Tratamento de Ar da Ocramclima.

Seis Unidades de Tratamento de Ar da Ocramclima com a capacidade para introduzir caudais de ar limpo e tratado operam agora em quatro das estações deMetro de Paris. As UTAs deverão combater a reprodução e transmissão de substâncias nocivas à saúde, altamente transmissíveis pelo ar.

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